Herta construiu sua reputação na Indy em fases bem distintas. Em 2019, venceu o GP de Austin aos 18 anos e se tornou o ganhador mais jovem da categoria. Depois, em 2021, somou três vitórias, e voltou a ganhar em 2022 no GP de Indianápolis 1. A partir dali, porém, entrou em um jejum de 799 dias sem triunfos.
A reação veio em 2024, quando Herta venceu em Toronto e Nashville e fechou o campeonato como vice-campeão. O cenário voltou a piorar no ano seguinte: em 2025, terminou apenas em 19º lugar na classificação da Indy, um contraste forte em relação ao desempenho da temporada anterior.
Passagem pela F2 também não ajudou candidatura
Na tentativa de abrir caminho para a F1, Herta e a TWG Motorsports planejaram em 2025 uma mudança para a Fórmula 2. A movimentação tinha relação direta com a busca pela superlicença, já que a licença é obrigatória para qualquer piloto correr na F1.
O problema é que a temporada 2026 da F2 foi fraca. Em vez de fortalecer a candidatura de Herta para 2027, o desempenho aumentou as dúvidas em torno da aposta da Cadillac, especialmente porque a trajetória recente do piloto passou a alternar picos importantes na Indy com campanhas menos consistentes.
Treinos livres aparecem como uma rota para a superlicença
Sem a documentação esportiva necessária, Herta ainda depende de reunir os requisitos para a superlicença. Uma das alternativas em discussão é acumular participação em Treino Livre 1, Treino Livre 2 e Treino Livre 3, caminho citado como parte da tentativa de viabilizar a licença.
O interesse da F1 em Herta não é novo. Helmut Marko, consultor da Red Bull, afirmou em momento anterior: “Herta seria o piloto da equipe se a FIA abrisse uma exceção.” A exceção não foi concedida, e o piloto seguiu fora da categoria por não cumprir a exigência da superlicença.