“É bizarro. E é algo inédito, especialmente na era moderna”, afirmou Herta ao comentar a sequência de resultados de Palou. O piloto também resumiu a mudança de perspectiva sobre o adversário: “Sou um grande fã do Álex agora que não estamos correndo um contra o outro.”
Primeira impressão veio ainda na estreia de Palou
Segundo Herta, a primeira vez em que percebeu o potencial de Palou foi logo no ano de estreia do rival na Indy, em 2020, quando o espanhol defendia a Dale Coyne. “A primeira vez que percebi que Palou seria bom foi na temporada de estreia, em 2020”, disse.
Palou começou a carreira na categoria naquela temporada e, no ano seguinte, mudou para a Ganassi. Desde então, conquistou cinco títulos nos últimos seis anos, sequência que colocou seu nome em um patamar raríssimo no cenário recente da Indy.
Telemetria limitada dificultava leitura mais clara dos rivais
Herta também indicou que, na Indy, entender exatamente o nível de um concorrente não é tão simples quanto em outras categorias. Isso porque a telemetria disponível é mais limitada do que na Fórmula 1, o que reduz as possibilidades de estudo detalhado do desempenho dos adversários.
Esse contexto, segundo o relato do próprio Herta, fez com que a avaliação sobre Palou viesse mais pela observação direta de pista do que por comparação aprofundada de dados. A lembrança mais marcante foi o GP de Road America 1 de 2020, quando ele passou a enxergar com mais clareza o potencial do então novato.
Ao falar da evolução de Palou, Herta citou ainda a capacidade do rival de responder a pontos fracos. “Palou tem uma resposta. Ele conquistou o primeiro campeonato e era muito ruim nos ovais”, declarou, ao mencionar a adaptação do multicampeão em uma área tradicionalmente decisiva da Indy.