A avaliação de Vowles ganha peso pelo histórico dele na categoria. O dirigente trabalha na Fórmula 1 desde 2001 e passou 21 anos entre Honda e Mercedes antes de assumir a Williams. Agora, com Sainz na equipe, ele colocou o piloto como referência no contato entre cockpit e engenharia.
O ponto destacado por Vowles sobre Sainz
Ao explicar a diferença, Vowles foi direto: “Carlos é o melhor piloto com quem trabalhei no grid quando o assunto é interagir com os engenheiros”. Segundo ele, a principal virtude está na precisão com que Sainz consegue traduzir o comportamento do carro em informação útil para a equipe.
Vowles detalhou essa capacidade ao dizer que o piloto “consegue apontar o milissegundo exato daqueles dados que está funcionando”. Dentro da rotina técnica da Fórmula 1, esse tipo de leitura é relevante para a análise de performance e para o direcionamento do trabalho dos engenheiros ao longo do fim de semana e do desenvolvimento do carro.
Questionado se Sainz é superior a Hamilton nesse quesito, Vowles respondeu: “Mais do que o Lewis nesse aspecto? Sim”.
Momento de Sainz e da Williams
Sainz chegou à Williams em 2025, depois de não receber uma nova oferta da Ferrari. Durante a pausa de verão mais recente, ele assinou um novo contrato de vários anos com a equipe.
Em 2025, já com Vowles no comando, a Williams terminou em quinto lugar no Mundial de Construtores, seu melhor resultado desde 2017. Em 2026, porém, a equipe aparece em nono lugar no campeonato após 12 etapas.
O novo contrato de Sainz inclui uma pequena brecha para saída em 2028, mas essa possibilidade depende de interesse de equipes da frente do grid.