As condições perto de Milão já chegaram a 36°C na quarta-feira. Para a classificação, às 16h de sábado, a previsão é de 34°C. Na corrida de domingo, os pilotos devem enfrentar temperaturas entre 32°C e 33°C dentro de um cenário que amplia a preocupação com o desgaste físico ao longo da prova.
Regra está no regulamento desde 2025
As corridas de risco de calor estão previstas no Artigo B1.5.10 do regulamento esportivo da FIA. A regra foi introduzida na temporada de 2025, depois de ter sido aprovada pelo Conselho Mundial de Automobilismo da entidade em dezembro de 2024.
Nessas situações, os pilotos podem recorrer aos trajes de refrigeração, mas o uso não é obrigatório. A possibilidade de adoção do equipamento não elimina os problemas operacionais que cercam o sistema. Um piloto ouvido sobre esse tipo de recurso resumiu uma das preocupações no paddock: “O sistema de resfriamento pode falhar.”
Outro ponto de atenção é o próprio líquido refrigerante usado no sistema, que pode acabar antes do fim da corrida. Isso significa que, mesmo com a autorização regulamentar para utilizar o equipamento, as equipes e os pilotos ainda precisam administrar limitações práticas ao longo da prova.
Precedente recente aumentou a atenção da FIA
O tema ganhou peso na Fórmula 1 depois de episódios recentes sob calor extremo. No GP do Qatar de 2023, Logan Sargeant abandonou a corrida por insolação, caso que passou a integrar o debate sobre segurança e proteção física dos pilotos em provas disputadas em temperaturas muito altas.
A nova condição regulamentar para o fim de semana italiano se soma a uma previsão de calor que já afeta também a classificação. A declaração formal de corrida de risco de calor é justamente o mecanismo previsto pela FIA para permitir o uso dos trajes de refrigeração em uma prova como a deste domingo.