A principal novidade foi a mudança aerodinâmica no flap do FTM. A Ferrari explicou que criou deliberadamente uma abertura no meio da peça, em um ajuste pensado para melhorar a carga aerodinâmica e reduzir o arrasto. Ao mesmo tempo, a equipe ainda convive com desvantagem de velocidade em reta diante da Mercedes.
Atualização no motor não gera punição e ganho foi menor do que o previsto
Além da alteração no FTM, a Ferrari levou um motor atualizado para a etapa. Leclerc e Hamilton não sofrerão punições no grid por essa troca. O ganho extra liberado pela nova especificação foi de cinco cavalos, abaixo da projeção de 15 cavalos que circulava antes da atividade de pista.
Fred Vasseur, chefe da Ferrari, reconheceu a limitação do carro em reta em comparação com a Mercedes em Monza. Hamilton detalhou a diferença que sentiu para George Russell: “Perdi seis décimos por volta para o Russell só nas retas de Monza.”
Ferrari segue forte em curva, mas Mercedes apareceu à frente no TL2
O SF-26 tem sido um dos carros mais fortes da temporada em trechos de curva, e isso voltou a aparecer no início do fim de semana. Leclerc marcou 1min23s008 no TL1 com pneus médios C4 para liderar a sessão, com Hamilton logo atrás.
No TL2, porém, Russell colocou a Mercedes na frente com 1min22s559 usando pneus macios C5. Leclerc caiu para segundo lugar na folha de tempos. A diferença entre os desempenhos reforçou o quadro visto pela Ferrari: competitiva nas curvas, mas ainda com perda relevante nas retas.
A etapa tem peso especial para a Ferrari porque a equipe venceu o GP da Itália mais recentemente em 2024, com Leclerc.