Ao comentar a decisão, Leclerc rebateu a interpretação de que a extensão seria uma escolha defensiva no mercado. “Não é medo de mudança”, disse. Sobre o motivo para seguir na Ferrari já sob o regulamento técnico de 2026, acrescentou: “Eu realmente acredito nisso.”
A renovação coloca Leclerc entre os nomes com compromissos mais longos do grid em um momento em que cláusulas de liberação seguem pesando nas negociações da categoria. O acerto anterior do piloto com a Ferrari já o mantinha ligado à equipe até 2029, mas previa mecanismos de saída. Agora, o novo vínculo amplia esse horizonte para além de 2030.
Leclerc também declara apoio a Fred Vasseur
Leclerc também vinculou sua permanência ao comando de Fred Vasseur, chefe da Ferrari. “Estou 200% com ele”, afirmou o piloto ao falar sobre o dirigente da equipe.
A extensão do contrato foi fechada dentro do novo ciclo da F1 iniciado com as regras de 2026, contexto citado na discussão sobre o futuro de pilotos e equipes. Nesse ambiente, a duração dos acordos e as cláusulas contratuais ganharam peso extra nas conversas de mercado.
Mercado reúne contratos longos e cifras altas
Segundo os valores divulgados, a Ferrari elevou o salário de Leclerc para 43 milhões de libras por ano. No recorte dos principais contratos do grid, Lewis Hamilton aparece com vencimentos anuais reportados em 52 milhões de libras, Max Verstappen em 80 milhões e Lando Norris em 30 milhões.
Leclerc não é o único com permanência desenhada por vários anos. Verstappen tem contrato confirmado com a Red Bull pelo menos até 2030, embora houvesse a possibilidade de deixar a equipe ao fim de 2026 por causa de uma cláusula de saída. Norris também renovou com a McLaren e chegou a dizer que equipes rivais demonstraram interesse em contratá-lo. Com os acordos atuais, Leclerc e Norris devem completar ao menos 12 temporadas por suas equipes.