Ex-chefe da Alpine, Szafnauer afirmou que a escolha da Mercedes exigiu assumir um risco. “É preciso dar crédito ao Toto por ter apostado no Kimi”, disse no podcast High Performance Racing, ao comentar a chegada de Antonelli à equipe.
A avaliação ganha peso pelo desempenho de Antonelli ao longo do campeonato. Depois de ser promovido por Wolff, o piloto assumiu a liderança da disputa e abriu uma vantagem considerável sobre Russell, companheiro de equipe na Mercedes.
Szafnauer cita também o papel de Gwen Lagrue
Além de destacar Wolff, Szafnauer também atribuiu mérito a Gwen Lagrue no processo que levou Antonelli até a Fórmula 1. “E também ao Gwen Lagrue. Foi ele quem o descobriu”, afirmou.
A menção amplia o reconhecimento ao trabalho feito antes da promoção de Antonelli à Mercedes, em uma trajetória que acabou colocando o piloto em um dos carros mais visados do grid logo no início de 2025.
Escolha da Mercedes foi alvo de críticas
A promoção de Antonelli passou por questionamentos, segundo o próprio contexto relatado por Wolff após a primeira vitória do piloto. Na ocasião, o chefe da Mercedes afirmou que a decisão recebeu críticas dentro e fora da Fórmula 1.
“Muitas vozes, dentro e fora do esporte, disseram: ‘Foi um erro fazer isso’”, declarou Wolff depois da vitória de Antonelli na China, ao tratar da reação à escolha da equipe.
Wolff também comentou a rapidez com que as avaliações mudam na categoria. “Esse esporte em que vivemos é maníaco-depressivo”, disse, ao resumir a oscilação de opiniões em torno do desempenho de Antonelli.
Mesmo com as dúvidas levantadas no momento da promoção, Antonelli chegou a oito vitórias em GPs no ano e construiu uma liderança de 81 pontos sobre Russell, cenário que recolocou a decisão da Mercedes no centro das discussões da temporada.