Ao longo do ano, a diferença entre os motores de Ferrari e Mercedes apareceu em diferentes momentos, enquanto a Ferrari também enfrentou problemas de confiabilidade que tiraram de seus pilotos chances de vitória. Nesse cenário, a revisão técnica esperada para 2027 aparece como um ponto de possível reequilíbrio.
Vowles vê impacto direto da nova divisão entre motor e bateria
Pelo desenho previsto para 2027, a divisão de entrega de potência deve mudar de 50/50 para 58/42 entre motor de combustão interna e bateria. Para Vowles, esse tipo de alteração pode mexer na ordem de forças entre os fabricantes.
“Se não mudarmos os regulamentos para 2027 e 2028, eu teria confiança de que a classificação permaneceria inalterada”, disse Vowles, ao tratar dos efeitos das novas regras.
O dirigente também afirmou que a liderança técnica nessa área é difícil de sustentar por muito tempo. “É difícil para os fabricantes de unidade de potência manterem sua liderança”, afirmou. Segundo ele, não há um caminho único de desenvolvimento com a mudança prevista: “Não existe um único caminho a seguir, mas haverá novos pontos de ruptura.”
Ferrari tenta encurtar distância em meio a problemas de motor
A Ferrari vive uma temporada em que o motor tem sido um fator central no desempenho diante da Mercedes. Além da diferença de rendimento observada em vários momentos do campeonato, a equipe perdeu oportunidades importantes por causa de falhas na unidade de potência.
Houve suspeitas dentro da Ferrari de que a Mercedes estaria usando um “combustível especial” para obter vantagem de potência nas corridas, mas não há evidência direta apresentada sobre essa hipótese.
O contexto de 2027 ganha ainda mais peso porque a temporada está prevista para ter 34 corridas, incluindo sprints. Dentro dessa projeção, Vowles indicou que, sem uma mudança de regulamento, a ordem entre Mercedes, Ferrari e Ford tenderia a seguir a mesma.