Ao comentar o comportamento da pista, Chandhok apontou um problema técnico nas principais áreas de ataque. “Zonas de frenagem em curva simplesmente não funcionam para ultrapassagens”, disse o ex-piloto e comentarista, ao tratar da dificuldade para criar oportunidades claras de manobra ao fim das retas.
Baku vira referência para mudanças futuras
Chandhok usou Baku como exemplo de circuito que teve uma primeira impressão ruim, mas evoluiu depois. “A primeira corrida em Baku, em 2016, foi extremamente monótona, mas quase todas as seguintes foram boas”, afirmou.
A comparação coloca Madring como um projeto ainda sujeito a ajustes, e não como um traçado definido de forma definitiva após a prova inaugural. A avaliação de Chandhok é que o circuito espanhol pode melhorar com intervenções futuras, especialmente em pontos que hoje dificultam disputas roda a roda.
As críticas surgiram logo após a estreia amarga da pista no calendário. O número baixo de ultrapassagens ao longo de 57 voltas virou o principal dado da corrida e alimentou os pedidos por mudanças por parte dos pilotos.
Problema nas zonas de ataque contrasta com potencial do traçado
Mesmo criticando a configuração atual de Madring, Chandhok não tratou o circuito como um caso sem solução. Segundo ele, há características que ainda podem ser aproveitadas para melhorar o espetáculo. “A pista oferece pelo menos dois bons pontos de ultrapassagem”, afirmou.
A observação indica que, na visão dele, o problema não está necessariamente na falta de locais potenciais para ataque, mas na forma como esses trechos foram desenhados ou conectados dentro da volta. Esse é o ponto central das reclamações após a corrida de estreia.
Madring tem lugar assegurado por dez anos no calendário da Fórmula 1, o que mantém o circuito no centro da discussão sobre mudanças. Com a permanência já garantida no longo prazo, a tendência é que o foco passe a ser quais ajustes podem ser feitos para evitar a repetição de uma corrida com apenas quatro ultrapassagens.
































