“Foi um começo positivo para o fim de semana”, disse Verstappen após o Treino Livre 2. Apesar do início sólido, a Red Bull não apareceu com vantagem clara sobre o restante do pelotão, e o acerto do carro entre o Treino Livre 1 e o Treino Livre 2 virou prioridade para o time.
Onde a Red Bull ganha e onde perde tempo
Os dados de pista indicaram um comportamento dividido do carro. A Red Bull foi competitiva nas seções de alta velocidade, com Verstappen quase um décimo mais rápido que Leclerc na longa reta. Em contrapartida, o holandês perdeu tempo no trecho entre as curvas 12 e 16, justamente uma parte mais travada da volta.
Pierre Wache, diretor técnico da Red Bull, resumiu o foco principal do trabalho: “É claramente o desempenho em baixa velocidade que estamos focando”.
As equipes precisam encontrar um acerto que funcione tanto nas curvas rápidas quanto nas lentas, e esse equilíbrio ganhou ainda mais peso ao longo da sexta-feira.
Pista irregular complica o equilíbrio do carro
Outro ponto que chamou atenção da Red Bull foi o efeito das irregularidades do traçado no comportamento do carro. Os quiques dificultaram o equilíbrio, em um cenário especialmente perceptível na curva 1, descrita como uma das áreas mais irregulares da pista.
Segundo Wache, a reação do carro seguiu o esperado nessas condições. “O carro reage a esses quiques como seria de se esperar”, afirmou o diretor técnico.
A equipe também observou que a altura do chassi fica baixa em frenagens e em curvas, fator que ajuda a explicar parte da sensibilidade do carro ao piso ao longo da volta. Esse quadro apareceu em um circuito no qual o acerto precisa conciliar desempenho em setores de alta velocidade com resposta nas partes mais lentas.