Segundo a Mercedes, a remoção anterior não aconteceu por falha de desempenho da asa. A decisão foi cautelosa, em um momento em que a equipe ainda avaliava o comportamento do conjunto mais recente e buscava entender melhor o acerto necessário para extrair o ganho esperado na pista.
Uso nos dois carros amplia a avaliação do pacote
No fim de semana nos Estados Unidos, Russell e Antonelli terão a mesma versão atualizada da asa dianteira. A escolha representa uma diferença importante em relação ao cenário da etapa anterior em que o pacote foi visto, quando a Mercedes dividiu as configurações entre os dois lados da garagem.
Naquela ocasião, Antonelli chegou a usar o pacote mais recente, enquanto Russell permaneceu com a configuração anterior. Depois, a equipe optou por retirar a nova asa do carro do italiano, sem relacionar a medida a qualquer perda de performance da peça.
Com os dois pilotos agora usando a mesma especificação, a Mercedes passa a ter uma base mais ampla de comparação em pista para entender o comportamento do carro com o novo componente em condições de fim de semana completo.
Objetivo é mais carga aerodinâmica, mas falta transformar isso em constância
O pacote revisado foi desenvolvido para aumentar a carga aerodinâmica do carro. Esse é o foco técnico da atualização levada pela Mercedes, que tenta melhorar o desempenho geral por meio de um conjunto capaz de gerar mais apoio na dianteira.
O desafio da equipe, porém, tem sido converter esse ganho teórico em rendimento consistente. A Mercedes ainda busca o acerto ideal para fazer a atualização funcionar de forma estável ao longo das diferentes condições de pista e de uso do carro.
A nova asa dianteira segue em fase de avaliação e ainda precisará ser observada em condições de corrida. No GP dos Estados Unidos, a diferença é que essa análise será feita com Russell e Antonelli utilizando a mesma especificação desde o início do trabalho de pista.