A entrada da McLaren no WEC em 2027 colocou Norris entre os nomes naturalmente ligados ao projeto, mas o próprio piloto adotou cautela ao falar sobre a prova francesa. “Não descarto essa possibilidade”, disse ao comentar uma eventual presença em Le Mans.
Preparação ainda é o principal obstáculo
Apesar de admitir a chance, Norris afirmou que hoje não se considera pronto para encarar a corrida. “É pouco provável, simplesmente porque ainda não estou pronto neste momento”, afirmou. Na mesma linha, acrescentou: “Eu gostaria de me sentir pronto”.
A ponderação de Norris coloca o foco menos na abertura criada pelo novo programa da McLaren no endurance e mais na exigência da prova e da adaptação necessária ao contexto de corridas longas. O piloto já teve contato com o hipercarro da equipe em teste, mas evitou tratar isso como indicação de presença garantida no evento de 2027.
Projeto da McLaren no endurance abre a possibilidade
A McLaren fará em 2027 sua estreia na classe principal dos hipercarros no Mundial de Endurance, categoria que inclui as 24 Horas de Le Mans. Esse movimento criou a possibilidade de aproveitar nomes ligados ao programa da Fórmula 1, embora Norris tenha deixado claro que sua participação não depende apenas do calendário ou da disponibilidade do carro.
Segundo ele reconheceu, o nível de competitividade da McLaren na F1 também pesará nessa decisão. Ou seja, além da preparação pessoal para uma prova de endurance, o contexto esportivo da equipe em sua principal frente de atuação será um fator relevante para definir se haverá espaço para esse tipo de participação paralela.
Norris já teve experiência em corrida longa
Embora trate Le Mans 2027 com cautela, Norris não é estranho ao endurance. Em 2018, ele participou das 24 Horas de Daytona, experiência que faz parte de seu histórico fora da Fórmula 1 e serve como referência anterior em corridas de longa duração.