Na prática, a mudança poderá significar até três voltas a menos, dependendo do circuito. A decisão foi tomada junto de uma revisão mais ampla do regulamento das unidades de potência, com ajustes no equilíbrio entre o motor de combustão interna e a parte elétrica.
Pacote técnico muda potência do motor e fluxo de combustível
Pelo plano aprovado, a potência do motor de combustão interna subirá para 420 kW em 2027, enquanto a do MGU-K cairá para 300 kW. Já a potência no modo de ultrapassagem seguirá em 350 kW.
O fluxo de combustível para o motor também aumentará em 5%. Ao mesmo tempo, não haverá ampliação da capacidade dos tanques, numa medida voltada a reduzir o risco de falta de combustível ao longo das corridas com o novo conjunto técnico.
As regras do propulsor já têm outra mudança prevista para 2028. Nesse ajuste seguinte, a potência do motor de combustão interna passará para 450 kW, enquanto o aumento geral no fluxo de combustível será de 13%.
Limite de duas horas segue, mas janela de três horas será retirada
A FIA também aprovou uma revisão na regra de duração das provas. O limite de duas horas de corrida será mantido, mas a janela total de três horas será removida do regulamento.
Em comunicado, a FIA afirmou: “Essas mudanças foram introduzidas para garantir que o público tenha a melhor chance possível de assistir a uma corrida completa.”
O pacote aprovado ainda amplia o poder dos diretores de prova para estender sessões de treino e suspende a homologação de câmbio para 2027, o que permitirá desenvolvimento contínuo por parte dos fabricantes. Há, porém, incerteza sobre a permanência do formato reduzido das corridas em 2028, já que o regulamento do propulsor voltará a ser alterado no ano seguinte.