O tribunal se reuniu na terça-feira (25), em Paris, para analisar a disputa, mas o conteúdo das audiências e os argumentos apresentados pelas partes foi mantido em sigilo. O processo trata de um desdobramento que ainda pode mexer no resultado oficial da prova e também ter efeito no campeonato.
Disputa começou com sete punições por velocidade no pit lane
A origem do caso está em sete punições aplicadas a seis pilotos por excesso de velocidade no pit lane. Entre os punidos estavam Lewis Hamilton, George Russell, Oscar Piastri, Franco Colapinto e pilotos da Alpine.
Depois da corrida, uma falha nos pontos de cronometragem usados pela FOM passou a levantar dúvidas sobre a base dessas infrações. Dentro desse cenário, Gasly foi o único entre os envolvidos que não cumpriu a penalidade durante a prova. Mais tarde, após uma revisão feita pela Alpine, a punição do piloto acabou retirada, o que o manteve em terceiro lugar naquele momento.
McLaren questiona procedimento adotado após a corrida
Andrea Stella, chefe da McLaren, afirmou que o foco do recurso está no procedimento usado depois do GP de Mônaco. “Achamos que o processo que aconteceu depois da corrida em Mônaco precisa ser revisto”, disse o dirigente.
A apelação apresentada por McLaren e Red Bull Racing não trata apenas da posição final de Gasly ou da possibilidade de Hadjar ser beneficiado. O caso também pode definir um princípio esportivo sobre como a categoria deve lidar com situações em que a aplicação de punições fica sob suspeita por causa do sistema de cronometragem utilizado pela FOM.
O julgamento ainda marca um movimento incomum na Fórmula 1: é a primeira vez desde 2019 que uma equipe leva uma apelação ao tribunal superior da FIA.