Piloto da Williams, Sainz cobrou uma revisão mais ampla do caminho que levou a categoria ao cenário atual. “Acho que todo mundo precisa se olhar com seriedade e ver como chegamos a essa situação”, afirmou.
Sainz relaciona incidente à complexidade dos sistemas atuais
Embora não tenha sido afetado pela falha em seu próprio carro, Sainz associou o episódio ao nível de complexidade dos sistemas de controle usados hoje na Fórmula 1. Ao comentar o tema, ele apontou especialmente para a dificuldade envolvendo os freios e a interação com os demais sistemas do carro.
“Está claro que os freios são extremamente complicados para os pilotos e para as equipes”, disse o piloto da Williams. Na sequência, ele ampliou a crítica para as escolhas feitas no regulamento técnico: “O que foi decidido quatro ou cinco anos atrás está errado, e isso prova novamente hoje”.
Sainz também comparou o problema com configurações mecânicas de outras fases da categoria. “Se fosse um V8 aspirado, isso nunca teria acontecido”, declarou, ao tratar da dependência maior de sistemas eletrônicos nas unidades de potência atuais.
FIA citou pouca experiência no molhado como fator do problema
A FIA explicou que a pouca experiência da temporada em condições de pista molhada contribuiu para o incidente. O efeito prático foi a redução de 100 kW na potência elétrica das baterias, comprometendo o desempenho de parte do grid ainda antes da largada.
O problema não ficou restrito à volta de formação. Segundo as informações divulgadas, alguns pilotos também perderam potência atrás do Safety Car, em um momento em que as condições seguiam instáveis.
As declarações de Sainz vieram mesmo sem impacto direto no carro dele. A crítica do piloto da Williams foi direcionada à arquitetura atual dos sistemas e às decisões regulatórias adotadas anos antes, enquanto a explicação oficial da FIA apontou a falta de rodagem no molhado nesta temporada como um dos fatores do episódio.