Parte central dessa retomada tem sido o desempenho da unidade de potência desenvolvida pela própria Red Bull, usada pela primeira vez em 2026 e apontada como a referência de performance no campeonato até aqui.
Mudança de comando coincidiu com melhora de resultados
Mesmo com a troca de liderança em um período sensível, a Red Bull conseguiu manter competitividade. Laurent Mekies, que passou a comandar a operação da equipe no período pós-Horner, tratou a ruptura sem dramatizar. “Dispensar Horner em um momento difícil não parece ter sido exatamente o desastre que poderia ter sido”, afirmou.
Os resultados citados ao longo da temporada ajudam a explicar esse cenário: além da vitória no GP do Bahrein, Verstappen alcançou uma marca histórica ao empatar com Michael Schumacher/Ferrari, enquanto Hadjar somou dois pódios em 2026.
Motor próprio virou peça central no ciclo de 2026
O primeiro ano da Red Bull com motor próprio também virou um dos principais pilares esportivos e técnicos da equipe. De acordo com o panorama da temporada, a unidade de potência da Red Bull liderou os gráficos de desempenho em 2026.
Mekies atribuiu esse funcionamento do conjunto ao trabalho interno na nova fase técnica. “Ele foi responsável por fazer o pacote funcionar em 2026”, disse, ao comentar o rendimento do motor sob o regulamento atual.
O contexto regulatório também entra na conta dos próximos anos. As regras seguem em mudança até 2028, com foco menor na parte elétrica da bateria e maior peso relativo sobre o motor de combustão interna, um ponto que pode manter a discussão técnica concentrada no desempenho do conjunto de potência já nas próximas temporadas.