Depois da prova, Hülkenberg resumiu a reação ao que aconteceu em seguida à parada: “Fiquei com muita raiva naquela hora”, disse o piloto da Audi.
Troca para slicks veio no momento em que a pista mudava
A leitura de corrida de Hülkenberg foi feita em um cenário de transição. A chuva forte antes da largada deixou o asfalto em condição instável e colocou a escolha de pneus no centro da estratégia. Dentro desse contexto, a ida antecipada para os slicks era uma tentativa de ganhar terreno quando a pista começava a aceitar um composto de seco.
Ao parar na volta 8, Hülkenberg voltou em 14º e apostou no ganho imediato de desempenho em relação a quem ainda permanecia com pneus para piso molhado. A vantagem, porém, durou pouco por causa da neutralização na volta seguinte.
Safety car interrompeu a tentativa de undercut
A entrada do safety car alterou justamente o tipo de cenário em que uma parada antecipada pode render posições. Em uma prova com pista evoluindo volta a volta, a mudança cedo para slicks pode funcionar como undercut, com o piloto aproveitando o melhor ritmo enquanto os rivais ainda não pararam.
Hülkenberg afirmou que esse plano vinha funcionando antes da interrupção. “Estava funcionando muito bem; eu tinha acabado de passar pelas curvas 6 e 7 quando o safety car entrou”, afirmou.
A combinação entre chuva antes da largada, pista em transformação e a neutralização causada por Bottas fez a estratégia perder efeito quase imediatamente. O ponto de virada da corrida de Hülkenberg veio justamente entre a parada da volta 8 e a entrada do safety car na volta 9.
































