Parte central dessa conta está nos contratos da região. Catar e Arábia Saudita pagam cerca de US$ 55 milhões por ano cada em taxas, enquanto Abu Dhabi tem uma cobrança anual próxima de US$ 42 milhões. Entre esses acordos, os contratos de Catar e Abu Dhabi juntos representam aproximadamente US$ 100 milhões de receita anual para a FOM.
Catar, Arábia Saudita e Abu Dhabi concentram receitas altas para a FOM
Os valores ajudam a dimensionar o peso financeiro da indefinição. Só com Catar e Arábia Saudita, a arrecadação anual fica na casa de US$ 110 milhões. Abu Dhabi adiciona mais um contrato relevante, com taxa anual próxima de US$ 42 milhões.
Na prática, a análise citada aponta que o prejuízo potencial não se limita à perda das taxas de promoção. A estimativa de US$ 190 milhões a US$ 200 milhões inclui também o efeito sobre o resultado operacional, com cerca de US$ 80 milhões em EBITDA dentro do cálculo total.
Decisão depende de segurança, logística e do impasse financeiro
A definição sobre a realização das provas não passa apenas pela questão comercial. O cenário depende de fatores de segurança e logística, além do impasse financeiro ligado aos eventos. Por isso, a Fórmula 1 já havia trabalhado com um prazo para tomar uma decisão.
Stefano Domenicali, CEO da Fórmula 1 e responsável pela condução dessas definições, afirmou: “Se a situação não estiver suficientemente clara até meados de setembro, vamos decidir.” A declaração foi dada no contexto das etapas previstas para Catar e Abu Dhabi.
Há ainda a referência de 6 de dezembro como data esperada para a possível realização de uma das corridas desse período do calendário. Enquanto não há confirmação definitiva, a projeção financeira do Guggenheim Partners mantém no radar uma perda próxima de US$ 200 milhões caso os cancelamentos sejam confirmados.