Russell marcou 27s044 na segunda sessão, e Kimi Antonelli ficou apenas 0s04 atrás do líder. Na análise de classificação, a Ferrari apareceu a 0s11 da Mercedes, com potencial para entrar na disputa pela pole.
Ferrari perde nas retas, mas compensa em outros trechos
Um dos pontos observados ao longo da sexta foi a perda de desempenho da Ferrari em setores de aceleração plena. Lewis Hamilton afirmou que a equipe perdeu aproximadamente quatro décimos nas retas. Ainda assim, Charles Leclerc mostrou velocidade e liderou o primeiro treino livre.
Também houve indicação de que Leclerc poderia ter feito uma volta cerca de 0s57 mais rápida ao juntar seus melhores mini-setores, embora esse tipo de leitura possa ser influenciado pelo uso de energia ao longo da volta. Na comparação setorial, a Ferrari perdeu cerca de um décimo e meio a dois décimos no primeiro setor.
Mesmo com esse detalhe, a própria Mercedes evitou tratar o quadro como definido. Bradley Lord, chefe-adjunto da equipe, disse que “a Ferrari pode ser considerada favorita pelo desempenho apresentado”.
Gestão de energia vira fator central para a classificação e a corrida
Em Monza, pista de longas retas e poucas curvas, a gestão de energia apareceu como elemento decisivo para interpretar os tempos. Russell resumiu o ponto ao afirmar que “a gestão de energia desempenha um papel particularmente importante”.
No ritmo de corrida, a Mercedes foi colocada como referência, mas sem margem confortável: a McLaren reduziu a diferença para 0s08 por volta, enquanto a Ferrari apareceu a 0s32 e a Red Bull a 0s47. As diferenças gerais entre as equipes seguiram apertadas ao longo da sexta.
Entre os outros destaques do dia, Antonelli vai largar do fim do grid por penalidades ligadas a componentes do motor, e Max Verstappen participou apenas do TL2 depois de ceder o carro a Ayumu Iwasa no primeiro treino.