A definição foi explicada por Ayao Komatsu, chefe da Haas, que citou dois fatores na escolha: a situação dos pilotos no campeonato e o histórico recente de atualizações distribuídas entre os dois carros. Bearman soma dezoito pontos, contra três de Ocon, e Komatsu reconheceu que esse peso entrou na decisão. “Claro que isso entrou na conta”, afirmou.
Haas levou em conta a pontuação e o histórico entre os dois carros
Komatsu também justificou a escolha com base no que cada lado da garagem já havia recebido anteriormente. Ocon foi o primeiro a ter acesso às duas atualizações anteriores antes de Bearman, além de receber novos freios da Carbone Industrie e prioridade em uma atualização da direção hidráulica.
Esse histórico ajudou a compor o critério usado pela Haas agora que só havia uma unidade de potência nova disponível. Ao explicar a decisão a Ocon, Komatsu disse: “Não vou ficar enrolando. Esse é o raciocínio por trás da decisão sobre quem vai receber o motor.”
Ferrari não era obrigada a entregar dois conjuntos atualizados
A limitação de peças veio do fornecimento. Segundo Komatsu, o cenário ideal para a Haas seria ter recebido dois motores atualizados, um para cada carro, mas isso não aconteceu. “Teria sido melhor se houvesse pelo menos dois motores disponíveis”, disse o chefe da equipe.
Pelas regras de fornecimento, a Ferrari não precisa entregar unidades atualizadas em quantidade suficiente para atender os dois carros da Haas ao mesmo tempo. Com isso, a equipe teve de optar por um lado da garagem para estrear a especificação mais nova enquanto o outro segue com a versão anterior.
Além da diferença de pontos no campeonato, a Haas considerou que Ocon já havia sido priorizado em outras frentes técnicas ao longo da temporada, com as duas atualizações anteriores, os freios novos da Carbone Industrie e a atualização da direção hidráulica, enquanto Bearman agora ficará com a nova unidade de potência da Ferrari.