O primeiro período de avaliação foi compartilhado após o GP de Mônaco. Pelo modelo do ADUO, sigla para Oportunidades Adicionais de Desenvolvimento e Atualização das unidades de potência, os fabricantes que aparecem atrás no desempenho recebem espaço regulatório e financeiro para recuperar terreno.
Como funciona a faixa de vantagem para os rivais
Na leitura feita pela FIA, a Mercedes pode ter um déficit entre 2% e 4%, o que abre a possibilidade de atualizações em 2026 e 2027. Ferrari, Audi e Honda aparecem com déficit acima de 4%, recebendo permissões adicionais de atualização.
O regulamento também prevê reflexo no teto orçamentário. A Mercedes High Performance Powertrains pode ter flexibilidade de até 3 milhões de dólares, enquanto a Ferrari pode chegar a 4,65 milhões de dólares. Um fabricante com atraso superior a 10% receberia até 11 milhões de dólares por período de ADUO.
FIA não abre método de medição e Red Bull contestou leitura
A FIA não revelou publicamente os detalhes do método usado para a medição. Segundo o contexto técnico do sistema, a análise de desempenho da unidade de potência considera apenas o motor de combustão interna. O modelo de avaliação do ADUO havia sido acordado entre equipes e fabricantes no ano anterior.
Nikolas Tombazis, diretor de monopostos da FIA, defendeu a precisão do processo. “Nossas medições, na minha opinião, se mostraram muito precisas.”
Do lado da Red Bull, houve reação ao resultado inicial. Oliver Mintzlaff, CEO de projetos esportivos da Red Bull, afirmou que a empresa demonstrou insatisfação com o desfecho da primeira avaliação. Já Laurent Mekies, chefe de equipe da Red Bull, disse que “não havia um único dado que mostrasse que a equipe austríaca tinha o melhor motor”.
Também houve manifestação da Honda sobre os números recebidos. Shintaro Orihara, engenheiro-chefe da fabricante, afirmou: “Acho que o número que recebemos da FIA parece razoável.”