O paralelo com Tänak surgiu a partir de uma situação recente do campeonato. Na temporada passada, Tänak assumiu a liderança depois do segundo lugar na Estônia, mas teve dificuldades ao abrir a estrada na Finlândia. Esse tipo de referência ajudou Evans a lidar com o cenário da disputa e com a exigência de manter desempenho mesmo em condições menos favoráveis.
Regularidade nas power stages virou diferença concreta
O dado mais objetivo da evolução de Evans está justamente na power stage, trecho que distribui pontos extras e pode ter peso direto na classificação do campeonato. Além de já superar o total do ano anterior, ele saiu com pelo menos um ponto em todas as oportunidades da temporada.
Scott Martin, que comentou o momento de Evans, atribuiu parte desse salto ao aprendizado acumulado ao longo do último ano. “Acho que fomos mais rápidos desde o começo por causa do que aprendemos no ano anterior”, afirmou.
A declaração ajuda a situar a mudança de patamar logo no início da campanha: não se trata apenas de resultados isolados nas power stages, mas de um ganho que apareceu desde as primeiras provas e foi mantido ao longo do calendário.
Aspecto mental entrou na avaliação do momento de Evans
Além da parte esportiva medida em pontos, Martin também destacou uma mudança na forma como Evans tem encarado a temporada. “Ele parece muito mais forte mentalmente”, disse.
Essa leitura aparece em um contexto no qual administrar a posição no campeonato também significa lidar com as consequências de largar na frente em determinadas provas. Foi justamente isso que aconteceu com Tänak depois de assumir a ponta no ano passado: após o segundo lugar na Estônia, ele enfrentou dificuldades ao sair primeiro na estrada na etapa seguinte, na Finlândia.
Evans, portanto, chega a esta fase da temporada com dois indicadores concretos a seu favor: a produção maior de pontos nas power stages e a regularidade de ter pontuado em todas elas, algo que não só elevou seu total em relação ao ano passado como sustentou sua campanha prova após prova.