Para ser campeão imediatamente, Antonelli precisa de uma combinação específica de resultados: Russell tem de terminar em nono ou abaixo, e Lewis Hamilton em quinto ou abaixo. A vantagem foi construída em uma temporada de alta regularidade, com oito vitórias e pódios em todas as corridas, com exceção de três.
Bearman, que vive sua segunda temporada completa na Haas, elogiou o desempenho do antigo rival dos tempos de base. “É impressionante ver o que ele está conseguindo neste ano”, disse o piloto da Haas ao comentar a trajetória de Antonelli em 2026.
Ao comparar o momento do piloto da Mercedes com a própria temporada, Bearman reconheceu o contraste. “Não é frustração, mas é difícil ver isso de certa forma”, afirmou. Em 2026, o piloto da Haas soma 23 pontos.
Relação desde a Fórmula 2 serve de parâmetro para Bearman
Bearman e Antonelli foram companheiros de equipe na Fórmula 2 e chegaram juntos ao grid da Fórmula 1 em 2025. Por isso, o avanço do atual piloto da Mercedes também funciona como referência direta para Bearman avaliar o próprio nível na categoria.
“Isso me dá muita confiança, porque eu corri com o Kimi na Fórmula 2”, declarou Bearman. A comparação ganha peso justamente pelo histórico recente entre os dois, que dividiram equipe antes da chegada à F1 e agora vivem momentos bem diferentes no campeonato.
Campanha de Antonelli acelera cronograma projetado na Mercedes
A temporada também supera a expectativa inicial que Toto Wolff tinha para o desenvolvimento de Antonelli. O dirigente da Mercedes esperava que o piloto atingisse seu auge em 2030, mas ele entrou na reta decisiva de 2026 com larga vantagem na liderança e com chance de selar o título antes do fim do calendário.
Enquanto Antonelli se aproxima do campeonato, a Haas já tem uma mudança confirmada para a próxima temporada: Rafael Camara vai ocupar a vaga de Esteban Ocon. Bearman, por sua vez, segue na equipe para o próximo ano.