Richards confirmou o interesse em uma volta. “Gostaríamos de nos ver de volta ao Campeonato Mundial de Rali”, afirmou o dirigente da Prodrive.
Histórico da Prodrive no Mundial pesa nas conversas
A Prodrive construiu uma parte importante de sua trajetória no WRC ao lado da Subaru. A parceria dominou o campeonato entre 1995 e 1997, período em que Colin McRae conquistou o título de pilotos de 1995.
Depois, Richard Burns e Petter Solberg também levaram a coroa de pilotos com carros preparados pela Prodrive, em 2001 e 2003, respectivamente. A Subaru deixou o WRC no fim de 2008, encerrando um ciclo marcante da empresa na categoria.
Três anos mais tarde, a Prodrive voltou ao Mundial com um programa da Mini, mas essa passagem não se estendeu por muito tempo. Desde 2012, a empresa não participa do WRC.
Novas regras técnicas e promoção do campeonato entraram na pauta
Embora não tenham sido detalhados os pontos específicos do encontro, a discussão incluiu os regulamentos técnicos que devem orientar o futuro da categoria. A presença de Richards na conversa amplia o interesse em torno de uma possível participação da Prodrive nesse próximo cenário do WRC.
Além da parte esportiva e técnica, Richards também comentou a necessidade de ampliar o alcance do campeonato. “O erro que a Red Bull cometeu foi falar só com quem já estava convertido”, disse, ao abordar a forma de apresentar o WRC para um público mais amplo.
Na mesma linha, ele defendeu uma renovação da base de fãs. “É preciso conquistar o público jovem”, declarou. Em outra observação sobre a promoção da modalidade, resumiu a urgência do tema: “A gente precisa impedir que isso escape”.
Richards também tem ligação antiga com a área comercial do WRC
A relação de Richards com o Mundial não se limita à Prodrive. Em 2000, ele comprou de Bernie Ecclestone os direitos comerciais do WRC em um negócio estimado em US$ 50 milhões, o que acrescenta peso ao encontro com dirigentes do promotor, entre eles Éric Boullier e Julien Vial.