Fórmula 1

FIA quer fechar nos próximos meses base técnica para volta do motor V8 na Fórmula 1

A FIA trabalha para definir nos próximos meses o arcabouço técnico de um possível retorno dos motores V8 à Fórmula 1 a partir de 2030. A proposta ainda não foi aprovada formalmente, mas os rascunhos dos documentos já estão com as equipes e os fabricantes de motores, etapa que coloca a discussão em fase mais concreta.

FIA quer fechar nos próximos meses base técnica para volta do motor V8 na Fórmula 1
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Mohammed Ben Sulayem, presidente da FIA e responsável pela condução das regras da categoria, disse que a expectativa é avançar no tema em breve. “Espero que a base técnica esteja definida nos próximos meses”, afirmou. Sobre a aprovação final, ele acrescentou: “Ainda não existe um acordo oficial, mas vai existir.”

FIA relaciona novo V8 à simplificação da unidade de potência

A proposta em discussão tem como um dos pontos centrais a simplificação da unidade de potência. Segundo Ben Sulayem, esse desenho pode reduzir de forma importante os gastos para o futuro regulamento. “Quando você simplifica a unidade de potência, corta o custo pela metade”, disse o dirigente.

Além do argumento financeiro, a mudança também está ligada a uma tentativa de resgatar características que a FIA associa à identidade da Fórmula 1. Os motores V8 foram usados pela última vez em 2013, e o plano atual projeta a volta desse conceito para 2030, desde que haja concordância entre FIA, equipes e fabricantes.

Debate ocorre em meio à transição das regras de potência

A discussão sobre o V8 acontece enquanto a Fórmula 1 ainda atravessa uma fase de adaptação ao regulamento de potência introduzido nesta temporada. Pela regra atual, a entrega de potência está dividida igualmente entre o motor de combustão interna e a parte elétrica.

Esse equilíbrio também já tem alterações previstas para os anos seguintes. Em 2027, a participação do motor a combustão interna passará para 58%, e em 2028 subirá para 60%. O debate sobre o V8, portanto, ocorre paralelamente a uma revisão gradual da relação entre o componente a combustão e o sistema elétrico.

Ben Sulayem se mostrou otimista com o andamento das conversas com equipes e fabricantes, que já analisam os textos preliminares enviados pela FIA. A definição do arcabouço técnico é tratada como o próximo passo para transformar a proposta em regulamento efetivo a partir de 2030.

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Redação F1 Racing Mania

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