Ocon deixou a Haas logo após uma confrontação com Ayao Komatsu, chefe da equipe. Com a vaga aberta, Hirakawa assumiu o carro a partir do Treino Livre 3 no México, enquanto Camara foi escolhido para fazer sua estreia em um GP posterior, fechando o espaço regulatório que poderia abrir caminho para Doohan.
Haas reconheceu limite do regulamento na escolha
A própria equipe admitiu que tomou sua decisão levando em conta a restrição esportiva. Em declaração sobre o processo de escolha, a Haas afirmou que estava “ciente das limitações do regulamento da F1”.
Na prática, isso significava que a equipe precisava definir como usaria sua quarta e última vaga disponível para pilotos em corrida. Em outra manifestação, a Haas resumiu o dilema ao dizer que, “no fim das contas, teve de escolher entre dar essa oportunidade a Doohan e priorizar o próprio futuro”.
A escolha acabou favorecendo nomes já ligados ao planejamento da equipe. Hirakawa foi o substituto imediato após a saída de Ocon, e Camara foi o piloto selecionado para fazer sua estreia na Fórmula 1, o que encerrou a possibilidade de um encaixe para Doohan nesse cenário.
Doohan perdeu espaço após passagem curta pela Alpine
Doohan havia substituído o próprio Ocon na Alpine na rodada final da temporada de 2024. Mesmo assim, sua trajetória recente na categoria foi curta: ele disputou apenas seis corridas antes de ser substituído por Franco Colapinto.
Sem a vaga que surgiu na Haas, o caminho de Doohan para voltar ao grid em tempo integral fica mais estreito. No momento, ele tenta viabilizar uma entrada na Cadillac de olho em um assento para 2027, em uma disputa que também envolve nomes como Colton Herta e Valtteri Bottas.