A ruptura aconteceu depois de uma discordância acalorada entre Ocon e o chefe da Haas, Ayao Komatsu, durante o evento no México. Com isso, a passagem do francês pela equipe pode já ter sido encerrada em sua última largada anterior à troca.
Troca começou no México e terá continuidade em São Paulo
Hirakawa foi chamado para assumir o cockpit no sábado, no México, e a sequência da reformulação já está definida. No GP de São Paulo, o carro será entregue a Rafael Camara, apontado como substituto de Ocon para 2027.
A saída encerra uma passagem iniciada no começo de 2025, quando Ocon chegou à Haas após deixar a Alpine antes do previsto. Na ocasião, o movimento foi viabilizado por um acerto com Flavio Briatore que permitiu ao piloto representar sua nova equipe no teste de Abu Dhabi de 2024.
Clima interno já era tratado como tenso
O ambiente entre Ocon e Haas já vinha sendo descrito como desgastado. Karun Chandhok, comentarista da Sky Sports, afirmou que “esse é um relacionamento que já está tenso há vários meses”. Em outra análise, ele disse que o piloto “não está em um lugar feliz”.
No México, houve ainda um episódio ligado ao trabalho de pista. Ocon discutiu uma mudança no próprio plano de corrida no Treino Livre 2 e pediu à engenheira Laura Muller para manter os pneus macios.
Segundo Chris Medland, citado na cobertura do fim de semana, a atmosfera na Haas pareceu “mais relaxada” depois que Hirakawa assumiu o carro no sábado. Ao mesmo tempo, Ocon tinha a impressão de que não recebia apoio total da equipe.
Bearman levava vantagem no confronto interno
A saída também acontece com desvantagem de Ocon no comparativo interno da Haas. Oliver Bearman superava o companheiro por 64 a 45 desde a chegada do piloto à equipe.
Ao longo da carreira, Ocon também acumulou relações tensas com companheiros de equipe como Sergio Perez, Fernando Alonso e Pierre Gasly, embora os motivos desses atritos não tenham sido os mesmos em cada caso.