A decisão de colocá-lo no carro principal começou a ser discutida em julho de 2024, quando a Mercedes passou a avaliar quem ocuparia a vaga aberta por Hamilton. Naquele momento, Antonelli ainda competia na Fórmula 2, e a subida direta para a Fórmula 1 não era um consenso dentro da estrutura da equipe.
Lagrue bancou o nome de Antonelli na discussão interna
Uma das vozes centrais nesse processo foi Gwen Lagrue, consultor de desenvolvimento de pilotos da Mercedes e responsável por acompanhar a formação de jovens talentos da equipe. Ao relembrar a conversa sobre a sucessão, ele contou que defendeu a promoção do italiano de forma objetiva: “A gente deveria tentar com o Kimi”.
Lagrue também citou o papel de Toto Wolff, chefe da Mercedes, na condução da escolha. Segundo ele, o apoio de Wolff foi determinante para a decisão seguir adiante. “Sempre vou ser grato ao Toto por ter apoiado a decisão”, disse.
A existência de opiniões diferentes sobre a promoção de Antonelli fazia parte do cenário interno da Mercedes. A equipe discutia não só quem substituiria Hamilton, mas também o grau de risco de apostar em um piloto que vinha da Fórmula 2 para assumir imediatamente um dos assentos mais observados do grid.
Primeiro teste de Fórmula 1 ajudou a convencer a área técnica
James Allison, diretor técnico da Mercedes, esteve entre os nomes ligados a esse debate. A avaliação dele mudou depois do primeiro teste de Antonelli em um carro de Fórmula 1. Allison resumiu a impressão deixada pelo piloto dizendo que ele “impressionou todo mundo”.
Mais tarde, a leitura do dirigente ficou ainda mais direta. Na definição de Allison, Antonelli era “de verdade”, sinalizando que o desempenho visto pela área técnica ajudou a sustentar a promoção do jovem para a categoria principal.
O resultado da aposta veio em sequência: a Mercedes substituiu Hamilton por Antonelli, e o piloto que havia chegado da Fórmula 2 terminou 2026 como campeão mundial. O título também colocou seu nome no recorde de campeão mais jovem da história da Fórmula 1.