O teto de gastos está fixado em US$ 215 milhões para 2026. Pela articulação em curso entre as equipes, a proposta de Vowles precisa do apoio de seis das onze equipes para avançar. Sem esse número, a alternativa seria tentar novamente em 2028.
Como está o placar entre as equipes
Até aqui, Alpine, Aston Martin, Audi e Cadillac são apontadas como favoráveis à ideia. Do outro lado, McLaren, Mercedes, Ferrari e Red Bull Racing são contrárias. A Haas também não deve apoiar a mudança, e a posição da Racing Bulls aumenta ainda mais a dificuldade para Vowles fechar a maioria necessária.
Permane foi direto ao explicar a visão da Racing Bulls sobre o tema. “Não acho que apoiaríamos uma mudança completa nas regras do teto de gastos”, disse o chefe da equipe. Ele também defendeu a permanência do modelo atual: “O limite tem servido bem à categoria nos últimos seis anos.”
O que Vowles quer mudar
A proposta de Vowles mira a criação de um sistema escalonado de orçamento entre as equipes. Hoje, esse tipo de mecanismo já existe nos testes aerodinâmicos, mas não no teto de gastos geral da categoria.
Ao comentar a discussão, Permane indicou que, na visão da Racing Bulls, o regulamento atual já permite diferentes escolhas internas de investimento. “Se James quiser gastar US$ 100 milhões em alguma coisa, ele pode fazer isso”, afirmou.
A Racing Bulls costuma acompanhar as decisões da Red Bull Racing, que está entre as equipes contrárias à mudança. Com esse cenário, a proposta de Vowles chega a 2027 sem os votos necessários e, se a configuração política não mudar, pode ficar para uma nova tentativa apenas em 2028.