De acordo com Ben Sulayem, os carros equipados com a nova motorização deverão ser cerca de 80 quilos mais leves. No desenho técnico apresentado, a configuração prevista é de 50/50 entre o motor de combustão interna e os sistemas de bateria, em uma tentativa de combinar a parte híbrida com uma arquitetura mais simples e mais barata do que a atual.
Ao detalhar o impacto financeiro da troca, o presidente da FIA afirmou que a redução nos custos de pesquisa, desenvolvimento e produção do motor será de pelo menos 50%. “O lado positivo de 2030 é que estamos trabalhando em conjunto”, disse Ben Sulayem ao tratar do lançamento da nova unidade de potência.
Projeto para 2030 inclui redução de custos e foco no som do motor
Além da promessa de carros mais leves, Ben Sulayem indicou que o foco do novo V8 estará no som produzido pelo motor, e não apenas no ruído. A mudança recoloca esse aspecto como um dos pontos centrais da experiência da categoria a partir de 2030.
Sobre a questão financeira, ele repetiu que a redução de gastos é um dos pilares do plano. “Há uma redução de pelo menos 50% nos custos de P&D e produção do motor”, afirmou.
Ben Sulayem também foi questionado sobre a possibilidade de o lançamento ocorrer apenas em 2031, mas rejeitou a ideia de que o cronograma dependa de falta de maturidade do projeto. “Não acredito que seja uma questão de maturidade do projeto”, declarou.
Nova era dos V8 coincide com retorno da África ao calendário
A temporada de 2030 também marcará a primeira corrida da Fórmula 1 na África desde 1993. O GP da África será realizado em um novo circuito construído em Ruanda, com contrato previsto para dez anos.
Ao comentar o local do lançamento da nova fase da categoria, Ben Sulayem indicou que Ruanda deve receber esse marco. “Estou convicto de que será lançado aqui”, afirmou.