O tema ganhou força porque o episódio se somou ao que já havia acontecido no GP da Holanda, quando Hamilton não atendeu ao pedido para deixar Charles Leclerc passar. Para Naomi Schiff, comentarista da Sky Sports F1, a sequência indica desgaste na relação. “Não estou tão surpreso, acho que eles meio que perderam a confiança um no outro”, afirmou.
Button, porém, deu outra leitura ao lance em Marina Bay e afastou a ideia de desconfiança como fator central na escolha do heptacampeão. “Acho que ele só quis tomar a decisão dele em relação à corrida”, disse o ex-piloto. Segundo ele, a opção de Hamilton estava ligada ao posicionamento na pista no momento da neutralização.
Decisão em Marina Bay virou ponto central da corrida
No safety-car virtual, Hamilton preferiu permanecer na pista em vez de fazer a parada. A escolha custou posições mais tarde, e ele acabou em sexto, mas Button sustentou que a lógica da decisão era esportiva, não um rompimento de confiança com a Ferrari.
“Basicamente, ele não queria ficar preso atrás do companheiro de equipe”, afirmou Button, ao explicar por que Hamilton teria preferido seguir na pista naquele momento.
Interpretações diferentes sobre relação entre piloto e equipe
Schiff avaliou que os questionamentos de Hamilton à Ferrari se encaixam em um cenário de confiança abalada. “Por isso, entendo por que o Lewis os questiona: ele nem sempre está confiante”, disse a comentarista da Sky Sports F1.
A leitura de Button vai em outra direção e separa o desacordo estratégico de um problema mais amplo entre piloto e equipe. No caso de Singapura, a justificativa apresentada por ele foi objetiva: Hamilton tentou evitar perder tempo ao voltar para a pista atrás de Leclerc.
































