A relação entre Juncos e Hollinger se deteriorou nos últimos anos e hoje está restrita ao aspecto profissional. No centro da briga está o futuro da própria estrutura da equipe, já que os dois têm uma cláusula contratual de buyout, mecanismo de compra da parte do sócio, e o cenário caminhava para uma aquisição por parte de Hollinger.
Charters são peça central no impasse
O ponto mais sensível da disputa envolve os charters, que estão em posse de Ricardo Juncos e são tratados como elemento central para definir quem terá condições de tocar a operação no futuro. A incerteza sobre esses ativos influencia diretamente a capacidade de Hollinger de manter a equipe em atividade no formato atual.
Ao mesmo tempo, Hollinger aparece com estrutura financeira sólida e sem problemas de orçamento, o que o coloca em posição de sustentar um projeto próprio caso o rompimento seja confirmado. Nesse cenário, Collet surge como favorito do empresário para integrar a formação de pilotos.
Em declaração sobre o brasileiro, Hollinger afirmou: “Aposto no talento do piloto para formar dupla com Rinus VeeKay”. A fala indica a preferência dele por manter o holandês na operação e abrir espaço para Collet.
Juncos tem outro plano para manter a equipe
Do outro lado, Ricardo Juncos deseja manter VeeKay, mas trabalha com alternativa diferente para sustentar a continuidade do projeto. Segundo ele, Nolan Siegel chegaria com respaldo financeiro importante: “Nolan Siegel levaria um aporte de US$ 12 milhões”.
A divergência entre os sócios, portanto, não se limita ao controle da equipe e também passa pela composição do elenco para 2027. Com a disputa jurídica em andamento e os charters no centro do caso, a definição sobre quem comandará a estrutura deve ter efeito direto sobre a chance de Collet conquistar espaço no grid na próxima temporada.