Antonelli encerrou a temporada de 2026 como campeão do mundo e se tornou o piloto mais jovem a conquistar o título na Fórmula 1. O resultado também devolveu à Itália um campeão da categoria pela primeira vez desde Alberto Ascari, que havia alcançado a marca em 1953, pela Ferrari.
Fittipaldi aponta estilos distintos e outro contexto de pilotagem
Ao comentar a discussão sobre uma possível semelhança entre Antonelli e Senna, Fittipaldi foi direto ao tratar a comparação como inadequada. “Não dá para comparar estilos, porque cada piloto é único”, afirmou o bicampeão de Fórmula 1.
Na análise de Fittipaldi, o modo de pilotar da geração atual também passa por um ambiente diferente daquele vivido por pilotos de outras épocas. Ao falar sobre Antonelli, ele classificou o italiano como um piloto audaz, mas contextualizou esse traço com a evolução da segurança na categoria. “O jovem é, sim, audaz, até porque a segurança atual oferece um nível de proteção muito superior”, disse.
A observação de Fittipaldi coloca a temporada de Antonelli dentro de um cenário mais amplo da Fórmula 1 atual, em que o nível de proteção dos carros e dos circuitos faz parte da leitura sobre o comportamento dos pilotos na pista.
As referências de Fittipaldi na formação como piloto
Fittipaldi também usou a própria experiência para explicar por que evita paralelos automáticos entre gerações. Campeão da Fórmula 1 em 1972 e 1974, ele lembrou que, no início da carreira, procurava elementos específicos em pilotos que admirava. “Eu buscava copiar a precisão de ídolos como Juan Manuel Fangio e Chico Landi”, declarou.
Aos 79 anos, Fittipaldi segue acompanhando a nova geração de pilotos e fez sua análise no momento em que Antonelli fecha uma temporada histórica, marcada ao mesmo tempo pelo título mundial e pelo recorde de campeão mais jovem da Fórmula 1.