A discussão ganhou força depois dos sintomas de exaustão térmica enfrentados por pilotos no GP do Catar de 2023. Desde então, a FIA abriu uma exceção de US$ 50 mil no teto de gastos para projetos aperfeiçoados do equipamento, que funciona com circulação de água por um sistema de tubos.
Verstappen e Hadjar rejeitam o equipamento
Entre os que são contra o uso do colete, Max Verstappen foi direto ao minimizar a necessidade do sistema. “Para mim, não precisa. Sim, faz calor, mas não é uma sauna”, afirmou o piloto da Red Bull.
Isack Hadjar, também da Red Bull, foi ainda mais enfático. “Acho que deveria ser proibido, porque isso aqui tem que ser duro”, disse durante o fim de semana de Singapura.
Franco Colapinto, da Alpine, também demonstrou incômodo com o equipamento. Segundo o piloto, ele não gosta do colete e não o considera confortável.
Problemas de funcionamento também pesam na avaliação
Parte da resistência dos pilotos passa pela execução prática do sistema. Os coletes de refrigeração costumam durar cerca de 40 minutos, e falhas no funcionamento já foram relatadas. Kimi Antonelli, da Mercedes, contou que teve uma experiência ruim quando o sistema de bomba falhou durante uma sessão.
A Mercedes, inclusive, optou por não desenvolver um sistema próprio específico para essa solução, apesar da margem dada pela FIA no teto de gastos.
Leclerc, Sainz e Ocon veem ganho mesmo com limitações
Do outro lado da discussão, Charles Leclerc defendeu o uso do equipamento, mesmo sem tratá-lo como solução perfeita. “Se eu puder ter um colete de refrigeração ainda melhor, eu vou sempre querer”, afirmou o piloto da Ferrari.
Carlos Sainz, da Williams, também elogiou o benefício oferecido pelo sistema, enquanto Esteban Ocon, da Haas, destacou que, mesmo quando o equipamento não funciona durante toda a corrida, ainda considera positivo que exista alguma alternativa para aliviar o calor. O cenário atual mantém a categoria com uma regra em vigor, mas sem consenso entre os pilotos sobre a real utilidade do recurso.