A disputa pela vaga aconteceu logo depois da temporada de estreia de Hamilton, em 2007, quando o britânico quase conquistou o título. Naquele ano, ele dividiu a garagem com Alonso, em uma convivência marcada pela rivalidade interna. Entre os episódios citados está o bloqueio de acesso de Hamilton aos dados de Alonso. No fim da temporada, o espanhol deixou a McLaren para voltar à Renault.
Com a saída de Alonso, De la Rosa passou a ser considerado como opção para o segundo carro. O espanhol, que já havia substituído Juan Pablo Montoya no meio de 2006, disse que entrou no período de definição convencido de que seria promovido. “Eu realmente achei, de verdade, que ficaria com a vaga ao lado do Lewis Hamilton”, afirmou.
Ligação no fim de 2007 mudou o rumo da escolha
Segundo De la Rosa, o cenário começou a mudar no fim de dezembro de 2007, quando recebeu uma ligação de Martin Whitmarsh, dirigente da McLaren na época, avisando que a equipe também negociava com Kovalainen. O acerto com o finlandês seria concluído em janeiro de 2008.
Ao recordar a conversa, De la Rosa contou que ouviu de Whitmarsh o seguinte aviso: “Quero te dizer que estamos em contato com Heikki Kovalainen”. A partir dali, a vaga que ele acreditava ter encaminhado passou a depender da decisão final da McLaren entre experiência interna e uma alternativa de mercado.
Idade pesou mais do que comparação de velocidade
De la Rosa disse que não via desvantagem esportiva em relação a Kovalainen. “Eu não acreditava que ele fosse mais rápido do que eu”, declarou ao comentar a escolha feita pela McLaren para 2008.
Na versão relatada pelo espanhol, Whitmarsh não sustentou a decisão apenas em desempenho puro. A justificativa apresentada foi outra: “Ele pode não ser mais rápido, mas é 10 anos mais jovem”, teria dito o dirigente da McLaren.
Kovalainen acabou sendo anunciado como novo companheiro de Hamilton para 2008, encerrando a possibilidade de De la Rosa voltar ao grid em tempo integral depois da passagem como substituto de Montoya em 2006.