Montoya afirmou que vê uma “explosão” na disputa pela frente do pelotão em 2027 e disse: “No ano que vem, eu apostaria na Ferrari”. Na avaliação dele, o principal passo para isso está na unidade de potência. “A Ferrari perde em potência, mas não está tão longe”, afirmou.
Ferrari tem carro competitivo, mas ainda busca mais força no motor
O cenário descrito por Montoya combina um chassi que ele considera forte com uma deficiência de potência em relação aos rivais. Segundo essa avaliação, a Ferrari tem um carro melhor de guiar do que o da Red Bull, mas ainda precisa reduzir a diferença no motor para transformar desempenho em resultados com mais frequência.
Em 2026, a Ferrari soma apenas duas vitórias: uma com Hamilton, em Barcelona, e outra com Leclerc, na Grã-Bretanha. A equipe também é citada como estando abaixo da Red Bull em potência, junto de Audi e Honda. De acordo com a referência usada por Montoya, a Red Bull tem o motor de combustão interna mais potente do grid.
Mudanças previstas para 2027 entram na conta
Outro ponto que pesa na projeção para 2027 é a alteração no equilíbrio entre motor e bateria prevista para a categoria. A Fórmula 1 vai reduzir o papel da parte elétrica na entrega de potência, o que pode mudar a ordem de forças entre as fabricantes.
Nesse contexto, Mercedes terá direito a uma atualização de motor ainda neste ano e outra no próximo. Ferrari, Audi e Honda, por sua vez, podem introduzir duas atualizações em 2026 e mais duas em 2027.
A Ferrari já utilizou seus tokens ADUO nos GPs da Áustria e da Itália, e o ADUO2 rendeu apenas 5 hp. Mesmo assim, Montoya colocou a equipe italiana como favorita pessoal para 2027, condicionando esse salto à entrega de um motor mais forte para Hamilton e Leclerc.