Hoje, os carros de 2026 têm peso máximo de 768 kg. Esse número já representa queda de 30 kg em relação aos 798 kg registrados em 2025, mas a FIA quer avançar ainda mais na próxima fase do regulamento.
Meta passa por mudanças no conjunto mecânico
Entre os fatores citados para a redução de peso está a expectativa de retorno dos motores V8 e o abandono de sistemas híbridos com turbo até 2030 ou 2031. A simplificação dos sistemas de admissão e escape também faz parte do pacote estudado, com menos dutos e componentes.
Segundo Tombazis, a FIA também trabalha para reduzir a complexidade ligada ao turbo. “Estamos buscando reduzir significativamente as pressões do turbo”, afirmou.
Outro ponto importante no plano é a retirada das baterias pesadas dos sistemas híbridos, componente apontado como um dos elementos que ajudam a elevar a massa total dos carros atuais.
Peso cresceu nos últimos anos com pneus maiores e itens de segurança
O aumento de peso dos carros ao longo dos últimos anos foi impulsionado por mudanças como a adoção de rodas de 18 polegadas, pneus maiores e novos dispositivos de segurança. A FIA entende que esse processo levou os monopostos a um patamar bem acima do que considera ideal para o futuro da categoria.
Ao explicar a conta feita pela entidade, Tombazis disse que a combinação das mudanças planejadas deixa a meta ao alcance. “Quando fazemos a lista de mudanças e somamos tudo, conseguimos ficar confortavelmente abaixo de 700 kg”, declarou.
A FIA também considera que o reabastecimento durante as corridas não deve voltar, o que indica que a busca por carros mais leves está concentrada em alterações de projeto e de arquitetura mecânica, e não em uma mudança desse procedimento esportivo.