Segundo Shovlin, o objetivo é evitar que informações estratégicas fiquem expostas em um ambiente em que as transmissões de rádio podem oferecer pistas importantes aos concorrentes. “Tentamos não deixar que as outras equipes saibam quais são esses códigos”, afirmou. “Então, mudamos eles todas as semanas.”
Comunicação codificada faz parte da operação de corrida
A explicação de Shovlin indica que a Mercedes trata a linguagem de rádio como mais uma ferramenta operacional ao longo do fim de semana. Em vez de manter comandos fixos por longos períodos, a equipe renova os códigos com frequência para reduzir a possibilidade de interpretação por adversários.
O uso de mensagens codificadas faz parte da comunicação em corrida, especialmente em situações que envolvem decisões rápidas de estratégia e procedimentos internos. A Mercedes não detalhou quais termos são usados nem em quais tipos de chamada eles aparecem, mas confirmou a troca constante desse vocabulário entre uma semana e outra.
Mercedes lidera os dois campeonatos em 2026
A revelação acontece em uma fase de forte desempenho da equipe na temporada 2026. A Mercedes está na ponta tanto no Mundial de Construtores quanto no de Pilotos, e Kimi Antonelli aparece à frente na disputa interna.
Antonelli tem 81 pontos de vantagem sobre George Russell. Um dos episódios citados da campanha foi o GP da Espanha, quando o piloto parou durante o safety-car virtual e venceu a corrida.
Líder dos dois campeonatos, a Mercedes mantém esse tipo de procedimento interno enquanto administra uma disputa em que Antonelli abriu vantagem sobre Russell e transformou decisões de corrida, como a parada no safety-car virtual na Espanha, em resultado direto na luta pelo título.
































