Cada piloto pode usar quatro unidades de potência por temporada. No caso da Mercedes, Russell abandonou no Canadá, Kimi Antonelli deixou a prova em Barcelona e Russell também parou no fim da classificação na Hungria, episódios que fazem parte da sequência de dificuldades enfrentada pela equipe.
Bradley Lord, chefe-adjunto da Mercedes, afirmou que a decisão sobre o momento da troca ainda não foi fechada. “Ainda não finalizamos onde George vai cumprir sua punição”, disse.
Enquanto Russell aguarda a definição, Antonelli já vai largar no fim do grid na próxima corrida da Fórmula 1 na Itália.
Mercedes monitora componentes após problemas de confiabilidade
Andrew Shovlin, diretor de engenharia de pista da Mercedes, explicou que a equipe segue avaliando peça por peça para tentar entender se as medidas adotadas resolveram os defeitos de origem. “Os componentes são verificados continuamente, e avaliamos se as medidas de contenção anteriores resolveram os problemas subjacentes”, afirmou.
Além do trabalho para conter as falhas, a Mercedes também vem atualizando o carro durante a temporada. Até aqui, a equipe instalou 24 peças novas. No mesmo recorte, a Red Bull levou 37 atualizações, a McLaren 38 e a Ferrari 40.
Limite orçamentário também influencia reação das equipes
O cenário de desenvolvimento ocorre sob o regulamento financeiro em vigor na Fórmula 1 desde 2021. Toto Wolff, chefe da Mercedes, disse que a equipe não tem margem financeira para responder livremente ao avanço dos rivais. “Não temos o dinheiro para responder à crescente ameaça de McLaren e Ferrari”, afirmou.
Lord também tratou o tema como uma restrição comum no grid. “Essa é a realidade que toda equipe enfrenta sob o teto de gastos”, declarou.