O cenário ganhou peso depois de a Honda estrear sua unidade atualizada no GP da Holanda de 2026 e seguir cercada por dúvidas. No começo da temporada, a FIA considerou que a fabricante tinha o pior motor de combustão interna do grid, e a diferença de potência em relação ao conjunto Red Bull-Ford é de pelo menos 4%.
Problemas no motor e impacto imediato na Aston Martin
A parceria de fábrica entre Aston Martin e Honda começou junto com a nova fase do regulamento de 2026, mas a equipe enfrentou dificuldades também pelo processo de redistribuição de funcionários da Honda depois da saída da fabricante da F1 em 2021.
Outro ponto citado no contexto técnico foi a necessidade de reprojetar o empacotamento do motor a pedido de Adrian Newey, o que provocou vibrações excessivas. Depois da estreia da primeira atualização do motor de combustão interna, Fernando Alonso resumiu a situação dizendo que a Honda voltou “à estaca zero”.
Mesmo nesse contexto, Alonso marcou em Zandvoort os primeiros pontos da Aston Martin conquistados por mérito direto, com o nono lugar.
Plano B existe, mas troca não está definida
As consultas de Lawrence Stroll a Mercedes e Red Bull Powertrains não significam uma mudança fechada de fornecedora. Não há garantia de que qualquer uma das duas aceitaria a Aston Martin como cliente, e a própria equipe ainda trabalha com a perspectiva de esperar uma resposta da Honda ao longo de 2027.
A relação com a Mercedes também adiciona um elemento político ao tema. O chefe da Mercedes na F1, Toto Wolff, visitou várias vezes o motorhome da Aston Martin, enquanto a equipe já havia deixado os motores Mercedes para apostar na Honda após entender, em 2021, que tinha chegado ao fim de seu caminho com a fornecedora anterior.
Do lado da Honda, Koji Watanabe, presidente da HRC, afirmou que o motor da fabricante estará “muito, muito” melhor em 2027.