A dúvida surgiu depois de Hadjar sofrer a lesão durante uma sessão de boxe nas férias de verão. O próprio piloto admitiu que ainda não há definição sobre o retorno: “Não há garantias de que eu estarei em Monza”.
Lawson ganhou força nessa discussão depois de sua participação isolada com a Red Bull no GP da Holanda. Na ocasião, terminou em sétimo e ficou a apenas 0s115 de Max Verstappen no Q3, mesmo tendo chegado ao fim de semana com somente uma sessão de simulador e um treino livre ao vivo de preparação para pilotar o RB22.
Teste com pneus manteve Lawson ativo durante a recuperação de Hadjar
Enquanto Hadjar segue em recuperação, Lawson também foi usado pela Red Bull no teste da Pirelli em Mugello. Ele substituiu justamente o piloto lesionado e concentrou o trabalho no composto C2 dentro do programa voltado aos três pneus mais duros da gama de 2027.
No teste, Lawson completou 116 voltas, totalizando 608 km. No mesmo cronograma, Oscar Piastri registrou 93 voltas. A atividade serviu para manter Lawson em ritmo de pista num momento em que ele permanece de sobreaviso para uma nova chamada.
Definição sobre o futuro de Lawson segue aberta
A movimentação também acontece em meio à indefinição sobre a formação da Red Bull para a próxima temporada. A equipe ainda não bateu o martelo sobre sua line-up, embora Arvid Lindblad apareça seguro em sua posição e as vagas em outras equipes sejam descritas como escassas.
Internamente, a palavra final sobre o futuro de Lawson cabe a Oliver Mintzlaff, diretor-gerente da Red Bull e elo entre a controladora e a operação esportiva. Ao justificar a decisão de rebaixar o piloto de volta para a Racing Bulls em 2025, Mintzlaff disse: “Foi a medida certa” e acrescentou: “Manter Liam no carro teria sido um erro”.
Há ainda a preocupação de que um retorno precipitado de Hadjar possa agravar a lesão no punho. Por isso, a Red Bull pretende dar ao piloto “o máximo de tempo possível” para voltar antes de tomar uma decisão definitiva sobre a utilização de Lawson no fim de semana.