“Normalmente fico um pouco ansioso com a forma como ele vai estar depois de uma corrida difícil”, disse Barretto ao comentar as entrevistas de Hamilton no pós-corrida.
Hamilton já tem um histórico de reações fortes em fins de semana complicados, e o episódio mais recente aconteceu no GP da Holanda, disputado em 27 de agosto de 2026. Durante a prova, ele manifestou irritação ao esperar atrás de Leclerc. Em Zandvoort, David Coulthard também observou a maneira assertiva com que o piloto se comunicou pelo rádio com a equipe.
Barretto viu críticas à Ferrari, mas sem ataque gratuito
Depois da corrida, Barretto disse ter encontrado um Hamilton crítico, mas sem extrapolar no tom ao falar da Ferrari. “Ele foi crítico sem ser desnecessariamente crítico com a equipe”, afirmou o apresentador da F1TV.
Na mesma análise, Barretto relatou que o foco de Hamilton estava diretamente no resultado. “Dava para ver a fome; basicamente ele só dizia: ‘Eu só quero vencer’.”
O tema ganhou repercussão também porque entrevistas de Hamilton após maus resultados já renderam comentários semelhantes no paddock da Fórmula 1. Tom Clarkson, em outra ocasião, havia classificado o heptacampeão como o piloto “mais difícil” de entrevistar depois de uma corrida ruim.
Frustração veio em meio a decisões internas na Ferrari
O contexto do fim de semana incluía ainda uma sinalização de Fred Vasseur antes da corrida. O chefe da Ferrari havia indicado que decisões “impopulares” poderiam ser tomadas, sem detalhar publicamente quais seriam essas medidas naquele momento.
A sequência entre a indicação de Vasseur, a insatisfação de Hamilton atrás de Leclerc e a entrevista após a prova colocou mais atenção sobre a forma como o piloto reagiu publicamente. Segundo Barretto, o tom da conversa acabou sendo mais controlado do que ele esperava ao se aproximar para entrevistá-lo.
Barretto também situou a postura recente de Hamilton dentro de uma temporada em que o piloto voltou a ganhar força após a introdução das regras de 2022, mas destacou que, mesmo em um dia frustrante, a mensagem central na entrevista era direta: vencer seguia sendo a prioridade do piloto da Ferrari.