A explicação da equipe é que o RB22 apresenta parâmetros que ainda não entregam o nível esperado. Esse quadro muda a sensação de pilotagem de Verstappen e ajuda a entender por que a reclamação apareceu no rádio em tom de avaria, mesmo sem uma peça efetivamente danificada.
Red Bull aponta degradação de desempenho, não falha mecânica
Ao detalhar o episódio, Mekies disse que a Red Bull já conhece a limitação do carro. “Sabemos que existem alguns parâmetros neste carro com os quais não estamos satisfeitos”, afirmou.
Na mesma linha, ele afastou a ideia de um defeito localizado no eixo traseiro. “Não é um componente realmente quebrado, mas uma degradação do nosso desempenho”, explicou o chefe da Red Bull.
O contexto técnico apresentado pela equipe envolve uma perda de performance no comportamento do carro e na suspensão à medida que as atividades avançam. Na prática, o RB22 muda sua resposta ao longo das sessões e das corridas, o que interfere diretamente no que Verstappen sente ao volante.
Queixa de Verstappen não é nova para a equipe
Mekies também indicou que o relato feito no GP da Itália não surgiu de forma isolada. “Sabemos que ele vem reclamando disso há bastante tempo”, disse.
Essa observação ajuda a colocar a fala de Verstappen dentro de um problema mais amplo de comportamento do carro, e não como consequência de um incidente específico naquela prova. A Red Bull trata o tema como uma área em que ainda precisa encontrar uma solução mais consistente.
Pela leitura da equipe, o ponto central está na evolução do comportamento do RB22 ao longo do uso, especialmente na forma como o carro e a suspensão perdem rendimento com o passar das sessões e da corrida. Foi esse cenário que levou Verstappen a descrever pelo rádio a traseira como “quebrada”, embora a Red Bull sustente que não houve quebra física no carro.
































