Segundo Franco Nugnes, houve mudanças de pessoal no setor de motores, com saídas e chegadas em andamento. “Há uma movimentação de pessoal — gente saindo, mas principalmente gente chegando”, afirmou. Ele também classificou a estratégia como decisiva para o próximo ciclo técnico: “Acredito que este seja um movimento estratégico crucial para a visão de 2027.”
A Ferrari já perdeu Wolf Zimmermann e Lars Schmidt, que deixaram a equipe para se juntar à Audi. Além disso, um dos principais especialistas da equipe em recuperação de energia está de saída, o que amplia a necessidade de reposição em uma área considerada central no desenvolvimento da unidade de potência.
Diferença para rivais pressiona reação da Ferrari
O cenário esportivo ajuda a explicar a urgência. A Ferrari está mais de 4% atrás do ritmo dos concorrentes, de acordo com as informações publicadas, e ainda corre o risco de perder o segundo lugar no Mundial de Construtores para a McLaren. Na pista, Lewis Hamilton e Charles Leclerc somam uma vitória cada na temporada.
Nugnes também apontou uma desvantagem específica no motor: “Ainda há uma diferença de cerca de vinte cavalos em comparação com o motor da Mercedes.” A Ferrari utilizou duas atualizações de motor com os privilégios de ADUO, enquanto a Mercedes ainda não recorreu ao seu único token disponível para upgrades.
Problemas no carro também entram na conta
Além da busca por reforços na área de motores, a Ferrari também convive com questionamentos sobre o projeto do SF-26. Nugnes afirmou que a equipe percebeu excessos no compromisso adotado em outras áreas do carro. “Maranello percebeu que comprometeu demais o chassi e a aerodinâmica”, disse.
No lado técnico do chassi, a Ferrari tem Loic Serra como diretor técnico da área. As mudanças em curso na divisão de motores acontecem paralelamente a essa revisão mais ampla de rumo para o próximo regulamento.