Na fala mais direta sobre o tema, Keselowski resumiu a frustração ao dizer: “Eu queria ser um Ford considerado bom o bastante para receber um dos motores bons”.
Penske tem mais influência dentro da Ford
O ponto central da reclamação é a diferença de peso político entre as equipes ligadas à montadora. A Team Penske aparece como organização de primeiro nível e, por isso, tem mais influência com a Ford do que a RFK Racing. Nesse contexto, Keselowski cobrou tratamento mais equilibrado no fornecimento.
O chefe de equipe Jeremy Bullins, da RFK Racing, tratou a declaração como uma reação de momento. Segundo ele, “acho que às vezes você fala coisas por frustração”. O próprio Keselowski seguiu nessa linha ao comentar o episódio: “Você entra em um desses carros de corrida e todo mundo tem seus momentos”.
Diferença pequena no papel, mas relevante na pista
Bullins também reconheceu a possibilidade de uma diferença de desempenho entre os motores, estimada em algo entre 1 e 3 cavalos. Mesmo sendo um intervalo pequeno, esse tipo de variação foi colocado no debate por Keselowski ao questionar a ideia de igualdade total no grid.
Ao explicar sua visão, o piloto afirmou que “os carros não são carros padronizados”. Na mesma linha, acrescentou: “Se você colocar o melhor piloto no pior carro, ele vai andar em último”. A declaração reforça que, na avaliação dele, equipamento e construção do carro seguem tendo peso decisivo no resultado.
Temporada sem vaga na disputa pelo título
A discussão acontece em uma temporada em que Keselowski não conseguiu se classificar para o Chase for the Championship. Em meio à cobrança por desempenho, ele ainda recorreu a uma referência de Dias de Trovão ao falar dos stock cars, mantendo o foco na ideia de que, dentro da NASCAR, nem todos os carros e motores entregam o mesmo potencial competitivo.