A substituição em Baku era tratada como uma possibilidade real por causa do limite de utilização de componentes. A avaliação da Mercedes, porém, é que as peças usadas por Russell ainda têm condições de seguir em serviço, o que permite evitar a instalação imediata de uma unidade adicional.
Em sua justificativa, a Mercedes resumiu a mudança de direção dizendo que “a nova estratégia evita colocar uma unidade adicional no carro agora”. A equipe também indicou que vai controlar o desgaste do equipamento nas próximas etapas: “A equipe pretende administrar a quilometragem atual.”
Troca foi empurrada para Austin por causa de evolução no motor
O plano da Mercedes é estender a vida útil do conjunto atual até Austin, onde a equipe espera contar com uma evolução no motor de combustão interna. Esse cronograma pesou diretamente na decisão de não antecipar a troca no GP do Azerbaijão.
Além de preservar Russell de uma punição neste fim de semana, a escolha também reorganiza o momento em que a Mercedes pretende introduzir novos componentes no carro. A expectativa é que essa atualização do motor de combustão interna não seja usada pelas equipes clientes da Mercedes, como a McLaren.
No contexto técnico, a estratégia envolve a gestão dos elementos da unidade de potência já em uso no carro de Russell. Entre os componentes citados no cenário de monitoramento está o sistema ADUO, dentro de um pacote que a Mercedes considera ainda apto para continuar rodando.
Antonelli vive cenário separado dentro da Mercedes
A situação de Kimi Antonelli é diferente da de Russell. O piloto teve danos que exigiram o uso de um quinto motor, em um quadro que não segue a mesma lógica adotada agora pela Mercedes no outro carro.
A decisão sobre Russell ainda pode ser revista, mas o entendimento atual da equipe é de que os componentes instalados suportam mais quilometragem. Por isso, a Mercedes optou por segurar a troca no GP do Azerbaijão e concentrar a mudança para o momento em que espera ter a evolução do motor de combustão interna disponível.