A informação sobre a decisão interna foi publicada por Roberto Chinchero, da Motorsport Italy. Segundo o jornalista, a Mercedes optou por não fazer a mudança em Baku, mesmo já trabalhando com a perspectiva de que Russell pagará a penalidade quando receber o novo motor mais adiante.
Mercedes quer levar o conjunto atual até o GP dos Estados Unidos
O ponto central da estratégia é estender a vida útil da atual unidade de potência de Russell até o fim de outubro. Em vez de antecipar a troca agora, a Mercedes concentra o desgaste do conjunto em mais algumas etapas e empurra a perda de posições no grid para a corrida nos Estados Unidos.
Esse cronograma também coincide com outra frente de trabalho da equipe. A Mercedes espera ter pronto até o fim de outubro um upgrade de chassi, o que coloca a atualização técnica e a troca de motor na mesma janela da temporada.
Na prática, Russell seguirá correndo com o equipamento atual por mais tempo, enquanto a equipe aguarda a chegada desse novo pacote. A consequência esportiva já projetada é a punição no grid quando a substituição da unidade de potência for enfim realizada.
Cenário de Russell contrasta com temporada de Antonelli
A decisão acontece em uma temporada em que Russell vem sendo superado por Kimi Antonelli. Mesmo assim, ele continua matematicamente na disputa do campeonato, o que exige cautela na leitura do impacto dessa escolha sobre a briga pelo título.
Toto Wolff, CEO da Mercedes, resumiu de forma direta a orientação para Russell ao comentar o foco do piloto para frente: “Melhor pensar em 2027”.
A expectativa da Mercedes é que o upgrade de chassi esteja disponível até o fim de outubro, o mesmo período em que a equipe planeja fazer a troca de motor de Russell e cumprir a punição correspondente no grid.