Após a prova, a fabricante levou engenheiros e unidades de potência para Sakura para uma checagem detalhada. Segundo a apuração, a dificuldade relatada por Alonso estava ligada à forma como a entrega de potência acontecia em acelerações, e não a uma quebra ou defeito isolado de componente.
Problema apareceu mesmo após atualização anterior
A Honda já havia introduzido um novo turbo durante a temporada de 2023 justamente para combater esse tipo de comportamento. Ainda assim, o efeito voltou a aparecer de forma inesperada.
Shintaro Orihara, engenheiro-chefe de pista da Honda Racing Corporation, resumiu a situação ao dizer que “ainda tivemos dificuldade para controlar esse atraso em Singapura”. Em termos práticos, o turbo lag é o intervalo entre o momento em que o piloto acelera e a resposta efetiva do turbo.
De acordo com Orihara, o traçado e as condições de alta demanda de energia contribuíram para uma aceleração instável. Ele também explicou que o uso do MGU-K pode amenizar o problema, mas com alcance limitado: “A atuação do MGU-K pode ajudar contra o turbo lag, mas não o suficiente para compensar isso”.
Aston Martin admite que expectativa era maior
Pelo lado da Aston Martin, Mike Krack, chefe de operações de pista da equipe, reconheceu que a expectativa para o fim de semana estava acima do resultado entregue. Ele afirmou que era necessário reagrupar e entender a origem da queda de desempenho após o evento.
Krack também indicou que esse tipo de dificuldade nem sempre aparece com clareza antes de ir para a pista, porque as simulações não conseguem reproduzir totalmente problemas de dirigibilidade. Já nas verificações feitas em Sakura, a Honda não encontrou nenhum defeito específico nas unidades analisadas, o que mantém a preocupação com a possibilidade de o comportamento voltar em pistas com características parecidas.