“A África merece ter um Grande Prêmio”, disse o piloto da Ferrari ao comentar a volta da F1 ao continente, ausente do calendário desde 1993, quando a categoria disputou o GP da África do Sul.
Hamilton também pediu mais atenção ao contexto africano antes da chegada da categoria. “Espero que muita gente comece a se informar”, afirmou ao tratar da importância de compreender a história do continente e o cenário em torno da nova etapa.
Projeto prevê circuito permanente em Bugesera
O plano confirmado pela Fórmula 1 envolve a construção de um circuito permanente em Bugesera. O traçado está sendo desenvolvido por Alex Wurz e Hermann Tilke, com características de curvas de média e alta velocidade e inspiração em circuitos tradicionais.
O ano exato da estreia ainda não foi definido. A própria previsão apresentada até aqui trabalha com duas possibilidades para a primeira corrida: 2030 ou 2031.
Discussão sobre Ruanda inclui críticas externas
O anúncio do acordo com Ruanda também ocorreu em meio a questionamentos sobre a situação regional. Therese Kayikwamba Wagner, ministra de Relações Exteriores da República Democrática do Congo, criticou o papel de Ruanda ao comentar a crise em Goma: “O seu patrocínio é diretamente responsável por essa miséria”.
Ao falar sobre a volta da Fórmula 1 à África, Hamilton também destacou o potencial econômico e criativo do continente. “Muitos dos designs das marcas vêm da África”, disse o piloto, ao citar a influência africana em criação e recursos.
A negociação anunciada pela F1 em 13 de outubro prevê uma parceria de longo prazo com Ruanda, enquanto o projeto do circuito segue em desenvolvimento para marcar o primeiro retorno da categoria ao continente africano em 37 anos.