“Agora vou ter que ficar por muito mais tempo”, afirmou Hamilton ao comentar a chegada da categoria ao país africano. O piloto também defendeu a presença da F1 no continente: “A África merece ter um GP”.
Ruanda entra nos planos de Hamilton para os próximos anos
A possibilidade de uma corrida em Ruanda recolocou no centro da discussão o retorno mais amplo da Fórmula 1 à África. No caso de Hamilton, o anúncio teve efeito direto sobre o planejamento esportivo, já que a previsão é de que a prova só passe a integrar o calendário no começo da próxima década.
Como Hamilton tem 41 anos, a expectativa de seguir ativo até esse período significaria estender sua trajetória na categoria por vários anos além do cenário imediato. Foi nesse contexto que ele vinculou a continuidade da carreira à chance de disputar a prova quando ela for realizada.
Escolha de Ruanda provoca críticas fora das pistas
A definição de Ruanda como futura sede também gerou reação de entidades ligadas aos direitos humanos. Felix Jakens, responsável por campanhas da Anistia Internacional, classificou a iniciativa como “uma forma de sportswashing”.
As críticas envolvem denúncias de detenções arbitrárias e repressão no país, além de questionamentos relacionados ao cenário regional. Hamilton respondeu a esse debate dizendo que a realização de uma corrida no local não deve ser confundida com omissão diante desses problemas.
“Ir até lá não significa ignorar o que está acontecendo”, afirmou o piloto ao tratar das questões sociais e políticas em torno do evento. O próximo compromisso da Fórmula 1 será o GP dos Estados Unidos.